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Imagine-se na seguinte situação: você está em casa, amanhece, e ainda na cama, quando olha para o relógio e percebe que se atrasou para seu serviço. Isso é suficiente para que seu coração acelere, as mãos comecem a suar, a visão fique turva e um medo aterrador, como se o chão estivesse se abrindo sob seus pés, tome conta de você. 

Pois bem, essa reação que você sentiu está associada à ansiedade. 

As mudanças pelas quais o mundo tem passado com tanta rapidez, e a perda dos valores tradicionais têm gerado em todos nós novos conflitos e ansiedades. A ansiedade pode ser normal, de acordo com a situação vivida, mas pode se tornar patológica e levar ao transtorno de ansiedade.

Ansiedade, preocupação e estresse fazem parte da vida da maioria das pessoas hoje. Mas simplesmente sentir ansiedade por si só não significa que a pessoa precisa de ajuda profissional, ou tem um transtorno.

Ansiedade é uma reação ao perigo percebido, é um sinal de aviso necessário de uma situação difícil ou perigosa, um alerta que nosso corpo emite de que algo não está bem. Sem ela, não é possível se prevenir para enfrentar as dificuldades que poderão vir pela frente e nos preparar para elas.

Assim, ter uma dose saudável de ansiedade funciona como um meio de avaliação onde conseguimos priorizar algumas tarefas no decorrer do dia. Ela só se torna patológico quando as preocupações se manifestam fisicamente de forma intensa e começam a afetar a qualidade de vida.

Para diferenciar a ansiedade patológica da ansiedade normal, mede-se a proporção desses sintomas ansiosos em termos de intensidade, duração, interferência com o desempenho ou frequência com que ocorrem.

Os ataques de ansiedade geralmente ocorrem subitamente sem aviso prévio. Às vezes vem ao ficar preso em um elevador, por exemplo, ou de pensar na palestra que terá que dar. Mas em outros casos, os ataques podem surgir do nada. Um indivíduo pode sofrer de ataques de ansiedade que chega sem aviso com qualquer coisa que seja interpretada como prejudicial.

Um ponto interessante é que as coisas não são interpretadas da mesma forma por todas as pessoas. Enquanto uns entra em pânico só de pensar em estar numa festa com várias pessoas, outras pessoas podem lutar com um medo paralisante de dirigir ou incontroláveis pensamentos intrusivos, e outros ainda podem viver em um constante estado de tensão, se preocupando com tudo e com qualquer coisa.

Os ataques de ansiedade geralmente têm um pico dentro de dez minutos, e raramente duram mais do que trinta minutos. Mas durante esse curto período de tempo, o terror pode ser tão grave que faz a pessoa sentir como se estivesse prestes a morrer ou perder o controle totalmente.

A ansiedade provoca uma sensação difusa, desagradável, vaga e funciona como um alerta sobre algum perigo, mas nesse caso é um alarme falso, visto que o cérebro interpreta mal uma imagem ou percepção e dispara uma mensagem errada para o corpo. Desencadeia assim uma série de mudanças fisiológicas:

  • Suor e calafrios;
  • Respiração ofegante;
  • Coração disparado;
  • Aperto no peito;
  • Sentimentos de sufocação;
  • Formigamento;
  • Ondas de frio ou de calor;
  • Fraqueza e tremor;
  • Náuseas;
  • Sensações de irrealidade;
  • Medo de perder o controle, morrer ou ficar louco.

Apesar das diferentes formas, todos os transtornos de ansiedade compartilham um sintoma principal: medo persistente ou preocupação grave nas situações em que a maioria das pessoas não se sentiriam ameaçadas.

Além desses principais sintomas, outros sintomas emocionais comuns de ansiedade incluem:

  • Sentimentos de apreensão ou temor;
  • Dificuldade de concentração;
  • Angustia e nervosismo;
  • Antecipação ao pior;
  • Irritabilidade;
  • Inquietação;
  • Pressente sinais de perigo;
  • Lapso de memória.

O mais importante é que a ansiedade pode ser controlada, e para obter esse controle a psicoterapia é uma opção de tratamento muito aconselhada, mesmo para os casos em que é necessário o uso de medicamentos indicados pelo médico, que podem ajudar a diminuir alguns dos sintomas.

Assim, a psicoterapia além de ensinar técnicas para diminuir a ansiedade, também pode ajudar a mudar a forma de ver determinadas situações, fazendo com que esse paciente se sinta menos ansioso e consiga lidar com as situações perturbadoras de uma forma mais adequada.

 

 

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