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Aproximando do dia mundial da Prevenção ao Suicídio que acontece no mês de Setembro, vamos falar sobre uma doença tão comum atualmente, que é um dos maiores motivos que leva uma pessoa a cometer este ato tão desesperador, nosso mal do século, a Depressão.

O número de casos de Depressão na população é estimado em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

Quem está de olho nas Olimpíadas no Rio de Janeiro esse ano, com certeza, escutou falar e muito sobre a Depressão, por meio dos atletas, que assumem abertamente o quanto sofreram com essa doença em algum momento. Relatam que foi necessária a ajuda de psicólogos e profissionais nessa área para superarem a humilhação, a culpa e assim voltaram à luta e conquistaram medalhas como Rafaela Silva no Judô e Diego Hypólito na ginástica, assim como também os nadadores Michael Phelps e Joanna Maranhão.

A Depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história e se caracteriza por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico e “para baixo”. O indivíduo sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda, ás vezes tédio e apatia sem fim.

O sofrimento que esta doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico e até o tratamento porque o indivíduo que sofre de Depressão, geralmente, não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque não tem energia ou vontade para agir.

Em geral, a pessoa com Depressão percebe que não está bem, mas não entende o que está acontecendo. Ela pode apresentar alguns destes sintomas:

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia;
  • Falta de vontade e indecisão;
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
  • Desejo de morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo;
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;
  • Perda ou aumento do apetite e do peso;
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

De uma maneira geral, os sintomas de Depressão se confundem bastante com sintomas de outras doenças. E saber qual a diferença entre um quadro de tristeza, por exemplo, e um caso real de Depressão não é a tarefa mais simples do mundo. “Tristeza é uma emoção, enquanto Depressão é uma doença”, explica o psiquiatra Ken Robbins, da Universidade de Wisconsin-Madison – nos Estados Unidos.

A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos são diferentes de uma tristeza, na Depressão grave o indivíduo se isola, perde o interesse por tudo. Algumas pessoas procuram se ocupar ao máximo para distrair e afastar esse mal-estar. Podem ficar mal-humorados, sempre insatisfeitos com tudo, e acabam lutando contra a Depressão sem saber que sofrem dessa doença, e essa luta ainda lhes rouba a pouca energia que sobrou.

Assim, a Depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.

No entanto, infelizmente, muitas pessoas ainda enxergam a Depressão como “frescura”, “preguiça” por não entenderem como uma pessoa sente dores, desânimo, desejo de morte e outros sintomas físicos provindos do emocional. Assim, não conseguem perceber o mal que causam ao indivíduo deprimido, que passa a sofrer ainda mais com a falta de compreensão das pessoas, e com a culpa por não conseguir realizar as pequenas atividades de seu dia-a-dia.

Freqüentemente a pessoa deprimida pode pensar muito em morte, em pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando que esta seria a “única solução” ou para “se livrar” do sofrimento, e dos sentimentos de inutilidade e de ser um peso para as pessoas. Esse aspecto faz com que a Depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem sozinhas, lembrando que uma conseqüência da Depressão é se isolar.

Focando o lado positivo, a Depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se for tratada adequadamente. Pode haver Depressão leve, com poucos aspectos dos sintomas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento também pode ser apenas psicoterápico. Pode haver também casos de Depressão bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se torna obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico.

Assim o tratamento mais indicado atualmente para a Depressão é uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, realizada por psicólogos e psiquiatras, mas a importância da família é essencial para o tratamento. Nesse sentido, a família pode incentivar a pessoa, acompanhá-la nas consultas e ajudá-las a aceitar de que os resultados podem demorar algum tempo, mas que serão positivos.

A família também deve saber que a Depressão não surge por culpa da pessoa e que observar os sintomas, discutir as emoções e as dificuldades do deprimido pode ajudar muito no tratamento. A evolução e a recuperação do indivíduo deprimido, além do tratamento, dependem muito do apoio e compreensão de seus familiares.

 

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