austista

Muito se tem falado em Autismo ou Transtorno do Espectro Autista, mas o que é o Autismo e qual a importância de se saber sobre este tema? Nossa sociedade ainda tem muito a evoluir quando falamos sobre o Autismo ou como se caracteriza atualmente os Transtornos do Espectro Autista (TEA).

O Autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

A quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.

No DSM-V, o Autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada como uma forma mais branda de Autismo. Dessa forma, os pacientes passam a ser diagnosticados apenas em graus de comprometimento, onde o diagnóstico fica mais completo.

Assim o TEA seria uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento, sendo esses distúrbios caracterizados pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA possuem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos, ou podem ser mais sutis e se tornarem mais visíveis ao longo do desenvolvimento.

Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária, como, por exemplo, tomar banho ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

De acordo com o quadro clinico, o TEA pode ser classificado em:

  • Autismo clássico: o grau de comprometimento pode variar muito. De maneira geral, os portadores são voltados para si mesmos, não estabelecem contato visual com as pessoas nem com o ambiente, conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de comunicação. Embora possam entender enunciados simples, têm dificuldade de compreensão e apreendem apenas o sentido literal das palavras. Não compreendem metáforas nem o duplo sentido. Nas formas mais graves, demonstram ausência completa de qualquer contato interpessoal. São crianças isoladas, que não aprendem a falar, não olham para as outras pessoas nos olhos, não retribuem sorrisos, repetem movimentos estereotipados, sem muito significado ou ficam girando ao redor de si mesmas e apresentam deficiência mental importante;
  • Autismo de alto desempenho (antes chamado de síndrome de Asperger): os portadores apresentam as mesmas dificuldades dos outros autistas, mas numa medida bem reduzida. São verbais e inteligentes. Tão inteligentes que chegam a ser confundidos com gênios, porque são imbatíveis nas áreas do conhecimento em que se especializam. Quanto menor a dificuldade de interação social, mais eles conseguem levar vida próxima ao normal;
  • Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): os portadores são considerados dentro do Espectro do Autismo (dificuldade de comunicação e de interação social), mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico muito mais difícil.

Sobre os sinais e sintomas frequentes, pode se dizer que giram em torno de 3 eixos: alteração de linguagem e comunicação, comportamento peculiar e redução evidente da interação social. Os mais comuns são:

  • Dificuldade em olhar nos olhos;
  • Não mudam o comportamento na presença de outra pessoa;
  • Dificuldade em imitar caretas e expressões faciais;
  • Parecem “surdas” reagindo pouco ou nada ao serem chamadas pelo nome;
  • Mostram-se incomodadas quando saem da sua rotina ou em ambientes com muitos estímulos;
  • Não se sentem a vontade com abraços, beijos e toques;
  • Apresentam atraso no desenvolvimento da comunicação interpessoal (verbal ou não verbal);
  • Dificuldade em compreender metáforas e ironias (linguagem concreta);
  • Dificuldade em iniciar ou sustentar um diálogo;
  • Brincam de forma diferente, com objetos concretos e previsíveis (hélice de ventilador, rodando um prato, empilhando brinquedos, alinhando carrinhos, etc.);
  • Não brincam muito de forma lúdica e imaginativa, tipo “faz de conta”;
  • Apresentam olhar vago e por vezes parecem distantes;
  • Presença de estereotipias motoras. Balançar o tronco, a cabeça ou outras partes do corpo, aparentemente sem uma intenção clara (esta característica não é presente em todos os casos, ou as vezes é muito sutil);
  • Ataques repentinos e aparentemente imotivados de fúria (intolerância ambiental);
  • Parecem ser resistentes à dor.

O Autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo, mas assim como qualquer ser humano, cada pessoa com esse transtorno do desenvolvimento é única, e todas podem aprender.

Sobre o tratamento não existe cura para Autismo, mas um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com o transtorno. O principal objetivo do tratamento é priorizar e ampliar as habilidades sociais e comunicativas da criança, por meio da redução dos sintomas do Autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado.

Existem diversos programas para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento que estejam relacionados ao Autismo. Alguns desses programas focam na redução de problemas comportamentais e na aprendizagem de novas habilidades. Outros procuram ensinar crianças a como agir em determinadas situações sociais e a como se comunicar propriamente.

Assim, o tratamento com o autista exige medidas variadas e individualizadas caso-a-caso. De modo geral, a criança precisa de uma equipe multidisciplinar com abordagem psicoterápica, fonoterápica, fisioterápica e pedagógica, a fim de inibir os comportamentos disfuncionais e desenvolver suas habilidades mais adaptativas.

Dessa forma os pais devem sempre animar seus filhos para que desenvolvam essas habilidades, e que façam uso dos seus pontos fortes de maneira que se sintam bem consigo mesmos.

A psicoterapia pode ajudar também a família a resolver o stress, e ajudar os pais a resolverem os problemas emocionais que surjam como resultado de conviver com uma criança autista, e assim orientá-los para que possam criar um ambiente mais favorável para o desenvolvimento e o ensino dessa criança.

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