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Procure imaginar uma pessoa que por algum erro nascesse sem pele: qualquer toque, por mais leve que seja, provocaria uma dor e reação intensa, seria como uma criança extremamente sensível, em contato com um ambiente destruidor de sua autoconfiança, e assim esta passa a desenvolver comportamentos defensivos que constituirão suas próprias características. Assim são as pessoas que possuem Transtorno Borderline da Personalidade, o que lhe falta é a pele emocional.

Pessoas com Transtorno Borderline da Personalidade costumam ser simpáticas e agradáveis com os outros, mas se comportam de maneira totalmente diferente com as pessoas de sua intimidade. São explosivas, agressivas, intolerantes, irritáveis, e com tendência a manipular pessoas.

Transtorno Borderline da Personalidade (TBP) ou Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL) é considerado um transtorno fronteiriço ou limítrofe entre uma modalidade não-normal da personalidade de se relacionar com o mundo, e um estado que pode ser considerado patológico. Assim, cada caso de paciente dito Borderline, deve ser considerado à parte.

O termo Transtorno de Personalidade Borderline foi usado pela primeira vez em 1884 e desde então passou por diversos conceitos ao longo dos anos. Originalmente designava um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade (daí o termo limítrofe), ou seja, na fronteira (borda, borderline) entre a neurose e a psicose. Alguns autores da época usavam esse diagnóstico quando havia sintomas neuróticos graves. Foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso.

Falando primeiramente sobre personalidade, pode se dizer, que são manifestações comportamentais que expressam o estilo de vida, e o modo de se relacionar de um indivíduo consigo mesmo e com os outros. É o elemento estável da conduta de uma pessoa, a sua maneira habitual de ser, os traços típicos e a originalidade; ou seja, é o que faz de uma pessoa ser tão diferente da outra.

O Transtorno de Personalidade então é uma classe de Transtorno Mental que se caracteriza por padrões de interações interpessoais diferentes do esperado normalmente, na qual o desempenho da pessoa tanto na área profissional como em sua vida privada podem ficar comprometidos. Representa os desvios que uma pessoa expressa, percebe, pensa, sente e se relaciona em uma determinada cultura. Quando se fala em transtorno, pensamos em algo que saiu do habitual, da rotina ou dizer ainda, que saiu das condutas esperadas pela sociedade.

Especificamente, falando de Transtorno de Personalidade Borderline, este é caracterizado pela instabilidade emocional, impulsividade, manifestações inadequadas de raiva, baixa autoestima, tendência ao suicídio, insegurança, não aceitar críticas e regras, intolerância a frustrações, medo de abandono, sentimentos intensos e polarizados do tipo “tudo ótimo e tudo péssimo” ou “eu te adoro e eu te odeio”, entre outros, que podem gerar comportamentos impulsivos perigosos sendo comum a presença recorrente de atos autolesivos, tentativas de suicídio e sentimentos profundos de vazio e tédio. O portador do transtorno tende a ter seus relacionamentos sempre intensos, confusos e desorganizados.

Os primeiros sintomas tendem a aparecer durante a adolescência, persistindo geralmente por toda a vida. As mulheres fazem parte de um universo mais representativo dos portadores deste transtorno. A fase inicial pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e terapeutas. Porém, na maioria dos casos a severidade do transtorno diminui com o tempo.

O Borderline busca a qualquer custo manter perto de si um cuidador. Sua atitude é passiva em relação ao que se deve realizar, mas é ativa ao extremo, na busca de quem faça isso por ele. Isto é conseguido de muitos modos como: ficar cronicamente doente, psicológica (depressão, anorexia nervosa, alcoolismo) ou fisicamente (gripes que não saram, queixas hipocondríacas); se apresentando como pessoa ingênua para depois configurar o vínculo manipulador; criando confusão nas relações, sendo a eterna vítima injustiçada. Pessoas que convivem com o Borderline (familiares e terapeutas) têm a sensação de andar “pisando em ovos”; costumam dizer que ele nunca se satisfaz e as situações que cria parece não ter saída.

Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline são verdadeiros vulcões prontos a explodir a qualquer instante. Elas apresentam alterações súbitas e expressivas de humor e suas relações interpessoais são intensas e instáveis sendo muito difícil o convívio próximo com elas. Uma só palavra mal colocada, uma situação inesperada sem relevância ou uma leve frustração pode levar o Borderline a um acesso de raiva e ódio que duram em média poucas horas.

As causas e ou fatores envolvidos no surgimento de Transtornos de Personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline, são vários e abrangem desde a predisposição genética até experiências emocionais precoces e fatores ambientais, com destaque para as situações traumáticas e situações de abuso e negligência.

Fatores genéticos têm um papel importante. O Transtorno de Personalidade Borderline é cinco vezes mais frequente em parentes biológicos de 1º grau de pessoas com o transtorno do que na população em geral. É relevante a presença de pais borderlines (um ou ambos) na história clínica desses pacientes

Impacto do ambiente familiar no desenvolvimento da criança pode ser um fator importante. Cerca de 80% dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline enxergam o casamento de seus pais como muito conflituoso. Muitos desses pacientes passaram por negligência e abusos físicos e sexuais dentro da família. Porém, há pacientes com familiares absolutamente comuns, sem nada de anormal.

O Transtorno de Personalidade Borderline seria também a consequência de uma educação muito autoritária, onde pais rígidos procuram sempre impor seus desejos. Com o tempo as tentativas de autoafirmação da criança se submetem aos desejos dos pais e ela se acostuma a se submeter sempre a esses pais, desenvolvendo dúvidas sobre a própria capacidade e vergonha pelos seus fracassos. Aos poucos a criança iria parando de tentar expressar as suas vontades podendo levar a falhas na percepção psíquica de si e do outro.

Veja abaixo os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V) para que um paciente seja diagnosticado com Transtorno de Personalidade Borderline:

  • Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginário
  • Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
  • Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo
  • Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar)
  • Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante
  • Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade do humor (disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias)
  • Sentimentos crônicos de vazio
  • Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes)
  • Ideação paranoide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.

O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline é baseado através de uma minuciosa avaliação psiquiátrica feita por profissional de saúde mental qualificado. Muitos profissionais envolvem o paciente no seu próprio diagnóstico na medida em que vão mostrando a ele os critérios diagnósticos e perguntando quais deles os definem plenamente. Este método ajuda o paciente a aceitar melhor o diagnóstico.

É importante lembrar que hoje, o diagnóstico de TBP é feito pela presença de uma coleção de traços e não por um critério isolado. Assim, merece ser destacado no diagnóstico o esforço desesperado que o portador do transtorno faz para evitar o abandono real ou imaginário e a gravidade das alterações das relações interpessoais, na família, escola, trabalho e lazer e, posteriormente, também com os profissionais que se aproximam para oferecer tratamentos.

Mas todo o cuidado é pouco. O psiquiatra que se baseia somente nos sintomas do DSM pode errar. É comum a confusão do Transtorno de Personalidade Borderline com o Transtorno Bipolar, por exemplo. Mas apesar de ter algumas características semelhantes ao Transtorno Afetivo Bipolar do tipo dois, no Transtorno Borderline, as oscilações de humor ocorrem com maior frequência, às vezes até em questão de minutos ou horas. Além disso, os traços depressivos do Borderline se caracterizam por sentimento de vazio e solidão; e raramente se manifestam juntamente com sentimento de culpa, autoacusação e/ou remorso

O tratamento inicial do Transtorno de Personalidade Borderline é a psicoterapia. Ela ajudará o paciente a controlar melhor seus impulsos e entender seu comportamento. Pode ser feita terapia familiar também, pois em geral a família tende ou a abandonar o paciente ou a se tornar superprotetora. Na maioria dos casos, familiares, amigos e leigos não compreendem como o sofrimento pode levar um indivíduo com esse transtorno a querer se matar. Já os pacientes relatam que a automutilação e o suicídio são maneiras que eles encontraram de extravasar um sofrimento insuportável. Os pais se dizem impotentes e relatam sofrer tanto quanto o paciente.

Estudos em geral mostram que nenhuma medicação se mostra eficaz para o sentimento de vazio crônico, perturbações de identidade e medo de abandono que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline sente. Mas eles podem agir em sintomas isolados. Por exemplo, podem ser usados antidepressivos para comorbidades como a depressão, ou estabilizadores de humor para problemas interpessoais e de raiva, além de antipsicóticos para a impulsividade.

A Validação e afirmação são ações que visam ajudar o paciente a desenvolver uma melhor noção de valor pessoal, através de uma relação terapêutica de aceitação que busca valorizar as qualidades do paciente por menores que forem.

Na abordagem Psicodramática, o paciente Borderline se surpreende com o método, pois está habituado a se defender verbalmente, e assim não consegue controlar e prever as ações do terapeuta, nem suas próprias reações. As técnicas do Psicodrama permitem que o paciente enxergue e perceba, ainda que na fantasia, soluções necessárias para as várias situações sem saída que freqüentemente se coloca.

Assim se percebe que quando um paciente Borderline começa a compreender o caráter defensivo de suas partes agressivas, este passa a não se identificar mais com elas, e então passa a buscar ativamente uma forma mais saudável de se defender.

Portanto se você conhece alguém ou se identifica com todos os sintomas apresentados é interessante buscar ajuda profissional, pois você não precisa passar por tudo isso sozinho!

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7 comentários em “BORDERLINE: No Limite entre a Loucura e a Razão

  1. Boa noite, preciso ajudar minha filha, uma adolescente de 14 anos, que está passando por um momento difícil com a mãe e eu como pai estou ausente, devido a estar trabalhando longe de casa. Não moramos mais na mesma casa, estou separado há mais de 5 anos, mas ainda visito minha filha aos finais de semana. Ela tem se fechado para tudo, na escola, em casa passa a maior parte do tempo ao celular ou na assistindo tv. Já tivemos o desespero de saber que ela pensou e quis tirar sua própria vida. Estou muito preocupado com ela, mas como não posso estar mais tempo com ela, não sei o que devo fazer para ajudá-la. Por favor… Obrigado.

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    1. Boa noite Sérgio!
      Se ela ainda não frequenta um psicólogo, seria o primeiro passo, para ajudar sua filha a lidar com seus sentimentos! A adolescência ja é uma fase bastante confusa tanto pro adolescente que está enfrentando várias novidades quanto para os pais que não sabem o que fazer com as mudanças, principalmente quando passam por uma experiência traumática como a separação dos pais, vocês sentem a mudança e ela sente duplamente! E se ela pensou em suicídio merece uma atenção maior pois essa mudanças que ela está passando deve estar doendo muito ao ponto dela não estar mais conseguindo lidar, enxergando o suicidio como única alternativa para se livrar dessas dores e confusões que está passando! O importante agora é o apoio e carinho d vcs, que ela se sinta amada e compreendida por vcs e levar ao psicólogo para que ela consiga lidar com essas mudanças, e a psicóloga pode te dizer se é o caso de ser uma depressão e encaminhar também ao psiquiatra se for o caso! Espero ter ajudado!

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  2. É o segundo artigo que leio nessa semana sobre o tema, o outro foi numa revista do gênero que ainda assino.
    Tive um paciente (quando atuava na área) e me lembro do quanto foi difícil para ela, sua família e para mim também, enquanto profissional.
    Sempre fui contra (e ainda sou) o uso de medicamentos para o tratamento, prefiro a terapia, mas a maioria dos psiquiatras se sentem confortáveis com o uso de drogas psicoativas.

    O que me preocupa mesmo (não atuo mais na área, mas a área ainda atua em mim) são as pesquisas feitas na internet que levam as pessoas a definir ‘suas loucuras’ sem um diagnóstico feito por um profissional.
    Em temos de insanidades, a maioria dos sintomas são facilmente reconhecidos e identificados. aff
    Na semana passada uma conhecida diagnosticou o filho como ‘esquizofrênico’ e conseguiu a internação do mesmo numa clínica. De acordo com ela, os sintomas do rapaz de dezesseis anos conferiam com os que ela leu na internet e para evitar o pior, o internou. Não sei qual parte me incomodou mais: uma clínica ter aceito a internação ou as conclusões dela.

    bacio

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    1. Oi Lunna entendo muito você! JÁ tive pacientes com este transtorno sendo que alguns deles chegaram com outro diagnóstico, como a Depressão e o Transtorno Bipolar, que não deixam de ter sintomas parecidos com os sintomas do Borderline. Realmente é difícil fazer o diagnóstico de um transtorno em uma consulta como ocorre na psiquiatria por isso acho muito importante o trabalho em conjunto do psicólogo e do psiquiatra! Sempre trabalho assim com meus pacientes com psicopatologia e da muito resultado! E realmente as pessoas precisam se informar mais, procurar a ajuda de profissionais antes de se diagnosticarem via internet pois se todos nós lermos os sintomas vamos achar que temos algum transtorno! Muito obrigada pela sua opinião!
      Beijos!

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  3. Kamila boa tarde. O brigada pelo seu post, tenho pesquisado sobre borderline, pessoa com esse transtorno e o que fazer para viver com qualidade ao lado de uma borderline… Minha companheira é uma Borderline, começou um tratamento psiquiátrico faz dois meses, melhorou um pouco, mas precisa de psicoterapia, já estamos verificando alguns psicoterapeutas aqui em Recife indicados pela terapeuta de casal, ela identificou o transtorno, pois todos os psiquiatras e psicólogos que minha companheira tentou frequentar diziam ser transtorno bipolar. Identifico várias coisas que li em seu post como também em outros blogs, sites, artigos, venho buscando entender como devo me comportar para ajudá-la, como devo proceder em situações de crise, pois sinto o que você escreveu: “pisando em ovos”, eu falo quando tenho que falar, mas na maioria das vezes ela se ofende demais, “muito melindre” por pouco, a nossa terapeuta falou que na psicoterapia é emergencial para ela, pois modela essa questão dela não assimilar bem e filtrar melhor o que é dito, feito, o excesso de raiva que ela tem quando discutimos, hora sou uma pessoa extremamente especial outra sou ruim, fria, a constante vitimização dela de sempre ser injustiçada quando brigamos, ela sempre acha que eu sou culpada por tudo, que falo alto com ela sem ela fazer nada e quando mostro mesmo o que ela faz e diz aí ela sempre tem um: Mas…Enfim, venho seriamente pensando em desistir da relação, ela me pede desculpas sempre, diz que errou, que tenta, que sabe o que tem agora, mas não consegue e aí vem a chantagem emocional, a manipulação, ela tenta me manipular dizendo que é só, que a família mora longe, que não tem ninguém,que só eu a ajudo e se culpa, diz que é perturbada, que sabe que me faz mal e no final pede ajuda, pede para não brigar mais, não gritar com ela (falo alto e forte realmente) e eu digo sempre a ela para se ajudar, ler sobre o que tem para ir tentando identificar o que ela faz com o que ela ler sobre o que um borderline faz, pois assim ela passa a se conhecer melhor e identifica um pouco quando estiver exagerando na irritação, raiva, agitação, hiperatividade mental e emocional, gastos (eu já CUIDO do financeiro dela, mas é estressante controlo-a)…Enfim, estou ultrapassando meus limites e perdendo o controle com ela, não tenho mais paciência para compreender que são atitudes devido o transtorno, fico desgostosa, tenho repulsão dela, sinto raiva, tristeza por ela não conseguir ver o que faço e aguento…Ela teve uma melhora quando passou a tomar Topiramato e Risperidona, mas na segunda consulta ao psiquiatra, ele tirou o risperidona e passou zolpidem porque ela disse que estava mais calma (realmente), mas ainda tinha insônias e as dores de cabeça haviam retornado, então ele passou zolpidem, foi o retorno ao meu inferno :(, tres dias depois ela brigou com uma colega do trabalho, estava irritada, agitada e no final de semana me agitou e me levou a uma irritação enorme que esmurrei o fogão. Dia 11/11 ela retorna oa psiquiatra e eu fui comentar que não via a hora, pois ela precisa falar para ele que depois que retirou o risperidona ela ficou agitada e acelerada de novo e esse comentário causou uma raiva nela e brigas em casa, ela me desejou o mal, ela falou absurdos de mim, ela disse que estava passando mal para chamar minha atenção e depois como sempre pediu desculpas e disse que estava envergonhada, estou cansada e esgotada, desestimulada, não acredito muito que ela vá melhorar, estou achando que ela ser sempre assim e apesar de ser uma pessoa de bom coração, fixa, ela diz me amar, eu não estou mais querendo pagar esse preço, sinto-me sozinha tentando ajuda-la, mas não sei mais como me comportar em momentos assim, não quero ser grossa,mas ela me leva a isso! de Segunda (06/11) até hoje Quarta (08/11) estou pesquisando sempre sobre o transtorno, estou buscando informações sobre o que fazer para ajuda-la a não ter crises, lendo depoimentos de pessoas que convivem com borderlines, mas confeso que fico confusa, hora quero manter a relação e ajuda-la e hora acho que estou em um precipício. Vejo relatos de pessoas que viveram com borderlines e falam para sair disso o mais rapido possível, pois são manipuladores e outros falando que tem controle e uma certa calmaria.
    Você poderia me ajudar? existe livros que possam me ajudar a lidar melhor com ela? Obrigada.

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