auto estima

Atualmente, algo que tem atrapalhado bastante o ser humano no seu desenvolvimento e no processo de amadurecimento, é a baixa autoestima, que por conseqüência anda lado a lado com a insegurança, prejudicando a pessoa em todas as áreas de sua vida.

Assim, a insegurança manifesta uma baixa autoestima, o temor de assumir responsabilidades, a rejeição a crítica dos outros, a necessidade de que outros aprovem tudo que fazemos, a desconfiança de si mesmo ou a falta de confiança para tomar decisões importantes.

Explicando melhor sobre autoestima, esta pode ser definida como a forma que enxergamos a nós mesmos. Ela expressa o quanto nos respeitamos e nos queremos bem, e isso se reflete nas situações em que nos colocamos e nas decisões que tomamos.

autoestima baixa influencia absolutamente todos os campos da vida. Nos relacionamentos amorosos, a pessoa pode se envolver com pessoas que a tratam mal ou que não estão disponíveis. Nas relações pessoais, pode ir em busca de amigos que não agregam nada e somente ‘sugam’. Isto acontece por acreditar que não consegue alguém melhor, por não ser merecedora de respeito, carinho e admiração. E no campo profissional, não consegue evoluir, pois não tem confiança no próprio potencial e nem coragem para tentar algo novo, melhor. Ao primeiro obstáculo, já desiste. Ocorre até no meio escolar, a criança e o adolescente tem tanto medo do que os outros vão pensar que tem vergonha de tirar suas dúvidas com o professor.

Ao refletir como está sua vida atualmente procure observar: quais as atitudes que toma que são benéficas para você? Sua postura diante das situações é, no geral, positiva? Você está contente consigo mesmo? Se as respostas forem negativas, seu amor próprio está prejudicado e precisa ser trabalhado.

As principais características da baixa autoestima são:

  • Insegurança
  • Perfeccionismo
  • Sentimento de inadequação
  • Dúvidas constantes
  • Incerteza de si mesmo
  • Não se permitir errar
  • Necessidade de agradar e de ter aprovação e reconhecimento
  • Sentimento vago de não ser capaz de realizar nada

O que geralmente diminui a autoestima:

  • Constantes críticas e autocríticas
  • Sentimento de culpa
  • Medo do abandono
  • Receio da rejeição
  • Sentimento de carência
  • Frustração
  • Vergonha
  • Sentir inveja
  • Timidez
  • Insegurança
  • Medo
  • Humilhação
  • Raiva
  • Perdas e dependência (financeira)

Os principais sintomas e consequências são:

  • Sentimento de insegurança – geralmente, a pessoa tem muita dúvida e incerteza na tomada de decisão.
  • Pouca ou nenhuma autoconfiança – mesmo estando em um emprego ruim, o indivíduo não faz esforços para sair de lá, pois não acha que tem capacidade para conseguir algo melhor.
  • Excesso de autocrítica – o indivíduo só enxerga seus próprios defeitos, e ignora as qualidades.
  • Intolerância à frustração – quando se é frágil, qualquer pessoa que faz uma crítica consegue destruir a pessoa que recebe, porque a pessoa que tem autoestima baixa valoriza muito mais a opinião do outro do que a dele mesmo.
  • Tendência a relacionamentos destrutivos – a pessoa pensa que não é merecedora de coisas boas e, portanto, só se relaciona com pessoas ruins, que fazem mal.
  • Permissividade – há dificuldade na imposição de limites, pois por ter medo de desagradar os outros, deixa que façam o que quiserem com ela.
  • Dificuldade em aceitar elogios – como a pessoa não consegue encontrar valor no que faz, desconfia quando o outro encontra.
  • Grande vulnerabilidade emocional – o que leva à dependência afetiva, ou “carência”.
  • Sentimento crônico de insatisfação – nunca nada está bom, o indivíduo sente uma angústia e ansiedade constantes e tem pensamentos pessimistas e negativistas.
  • Sentimento de inferioridade – para a pessoa qualquer um é melhor do que ela.
  • Necessidade de aprovação – “Você achou que eu falei bem? Este texto está bom? Esta roupa fica bem em mim?” são questionamentos frequentes de pessoas com autoestima baixa.

As causas de uma autoestima baixa costumam ser a falta de conhecimento próprio e uma autoimagem distorcida. Podemos dizer que durante a infância, os pais (ou criadores) da criança precisam lhe dar atenção e reconhecimento. Aos poucos, esses “modelos” vão contando à criança quem ela é e dando parâmetros. Assim, ela desenvolverá sua autoimagem e, consequentemente, seu amor próprio.

No entanto, a pessoa que teve essa relação deficitária não recebeu referências suficientes de si mesma e, como resultado, não consegue se enxergar de forma plena. Por isso ela ficará se comparando aos outros com frequência e pedindo referências. Um exemplo comum é quando duas amigas estão na praia e uma pergunta à outra: ‘Eu estou gorda como aquela mulher?’. Quando não se tem clareza de quem é, o outro se torna necessário para se ter um parâmetro.

Mas nem tudo está perdido, a auto-estima pode ser libertada com muita vontade e trabalho diário, acreditar que merecemos algo de bom na vida é o melhor trampolim para nos motivarmos a iniciar um processo de mudança.

Para estarmos em paz conosco e com a vida é necessário iniciar um processo de limpeza emocional e resolver tudo o que está pendente, limpando dentro de nós o que já não é mais importante para sermos livres e felizes.

Apesar de ser construída durante a infância e adolescência, a autoestima pode ser tratada e recuperada em qualquer fase da vida. Por meio das nossas escolhas, podemos ir alimentando essa estima. Ao tomar decisões destrutivas sem querer fortalecemos aquilo que mais nos incomoda. No entanto, quando fazemos movimentos positivos, nós passamos a inverter essa situação. Funciona como um ciclo: quanto mais escolha positiva se faz, mais estima se passa a ter por si mesma, e quanto maior a autoestima, mais positivas serão as escolhas.

Para elevar a autoestima é preciso:

  • Autoconhecimento
  • Gostar da imagem refletida no espelho
  • Identificar as qualidades e não só os defeitos
  • Aprender com a experiência passada
  • Se tratar com mais amor e carinho
  • Ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
  • Manter um diálogo interno
  • Acreditar que merece ser amado(a) e é especial
  • Fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

O mais importante é cultivar sempre o pensamento positivo e avaliar os bons aspectos da sua vida, valorizando-os. Ao mesmo tempo, considere o que você poderia melhorar ou modificar para se fortalecer em todos os sentidos.

Confie em si mesmo, procurando fazer uma auto-reflexão e buscando o autoconhecimento. Observe quais sentimentos e pensamentos o levam a se sentir inseguro. E, ao descobrir, tente se lembrar quando foi a primeira vez que se viu assim, talvez você perceba que é possível olhar para aquele momento de uma forma diferente.

Não tenha medo de mudanças e procure analisar se alguma área de sua vida está precisando de melhorias. Em caso positivo, liste quais atitudes te ajudarão a melhorar seu desempenho

Faça uma lista de suas qualidades e seus pontos fortes. Pense no que o faz ser único e especial, escreva e, se possível, fixe em um lugar visível para conferir sempre. Identifique as suas habilidades e as coloque em prática.

Comece a valorizar sua opinião frente a fatos e situações, e seja paciente e flexível com você mesmo, pare de se criticar por qualquer coisa. Não exija tanto de você, e tenha tolerância e positividade em relação a seus pensamentos, não se martirizando à toa. Não se menospreze ou se rebaixe, em vez disso, modifique o que você acredita que não está legal em você.

Vamos fazer assim não se leve tão a sério. Você pode aprender com seus erros e reformular suas atitudes sempre que quiser, mas se achar necessário, procure apoio com psicoterapia e aconselhamento psicológico que juntos podemos enfrentar essa insegurança e redescobrir seu amor próprio.

Agora vamos tentar?

 

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