criança

A realidade escolar tem revelado um aumento significativo de crianças com dificuldades de aprendizagem. Este fato não se restringe apenas ao âmbito nacional, visto que este tema tem sido alvo de inúmeras pesquisas e discussões em todo o mundo.

O conceito de dificuldade de aprendizagem surgiu da necessidade de entender os motivos pelos quais crianças, aparentemente normais, apresentavam insucesso escolar, principalmente nas áreas acadêmicas relacionadas à leitura, a escrita e o cálculo. As dificuldades de aprendizagem têm sido estudadas por profissionais de diferentes áreas, consequentemente seu campo de investigação apresenta uma variedade de conceitos, critérios, modelos e hipóteses.

Geralmente os termos dificuldade de aprendizagem e distúrbio de aprendizagem são empregados como se tratassem do mesmo fenômeno, contudo o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção do sistema nervoso central, ligado a uma falha no processo de aquisição ou do desenvolvimento, apresentando assim um caráter funcional. Já a dificuldade de aprendizagem relaciona-se especialmente a um problema de ordem e origem pedagógica.

Existem vários motivos pelos quais uma criança demonstra dificuldades para aprender, como por exemplo, déficits neurológicos, as interferências ambientais, os distúrbios emocionais e cognitivos entre outros. E esta questão deve ser estudada levando-se em conta todas as esferas em que a criança participa como a escola, a família, a sociedade entre outros. Assim quando se fala de aprendizagem e conhecimento está se considerando também o conhecimento e o desenvolvimento físico-psíquico-intelectual e não só os conteúdos escolares.

As causas para a dificuldades de aprendizagem são multideterminadas, isto é, podem estar relacionadas à escola, como por exemplo, os currículos inadequados, um sistema de avaliação falho, tanto sobre o método como da relação com o professor, a falta de estímulo desse professor, material didático desatualizado, salas de aula com um grande de número de alunos, diferenças culturais, sociais, econômicas e até mesmo de maturidade dos alunos. Podem se associar a isso também os problemas de ordem neurológica, fisiológica e de visão desses alunos, como a falta de trocas e interação entre pais e filhos, perturbação afetiva e emocional.

Sobre o desenvolvimento neuronal e psíquico do aluno pode se dizer, que o cérebro da criança está sempre em evolução e por meio dessa interação com o meio ambiente, adquire com o tempo a capacidade de perceber o mundo ao seu redor, através dos sentidos, e passa a atuar sobre o mundo. Durante esse desenvolvimento, as interações se modificam promovendo uma melhor compreensão desse mundo, onde o pensamento se torna mais complexo, se adapta melhor aos ambientes, e assim atua de forma mais precisa.

Na visão sociológica se leva em conta as diferenças sociais e culturais, ou seja, a bagagem que a criança traz de seu meio e adequar a essa prática pedagógica, observando também os fatores intra-escolares e as suas relações com a seletividade operada na escola. Havendo assim uma mudança de foco, no qual o fracasso pode ser visto também como resultado de aspectos estruturais, funcionais e da dinâmica interna da instituição escolar.

Os aspectos afetivos apontam, ainda, algumas situações que podem ser relevantes no processo de aprendizagem humana, como o abandono, a separação dos pais, a perda de um dos progenitores, um ambiente familiar desfavorável à manifestação afetiva e a depreciação.

As dificuldades de aprendizagem podem ser representadas por determinados aspectos como: hiperatividade, problemas psicomotores, problemas gerais de orientação, habilidade emocional, desordem de atenção, memória e raciocínio, impulsividade e problemas de audição e fala.

Podem ser gerais ou específicas como a dislexia (dificuldade de leitura), a disgrafia (dificuldade de escrita), a disortografia (dificuldade da formação de ideias e sua expressão ortográfica) e a discalculia (dificuldade do cálculo ou aritmética).

Nestes casos os pais devem ficar atentos e procurar entender o que se passa com a criança, no lugar de obrigá-la a aprender. Podemos ressaltar, assim, a importância dos psicólogos para que possam investigar as causas, e trabalhar com a criança, em terapia, todos os aspectos que fazem parte do seu mundo não restringindo estas dificuldades a uma temática só.

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